Bana repousa a partir de agora no n.º 1 da rua 38 do cemitério de São Vicente

31 Jul 2013

As cinzas do cantor Bana, falecido a 12 deste mês em Lisboa, vítima de doença prolongada, repousam a partir da tarde hoje no n.º 1 da Rua 38 do Cemitério do Mindelo, na ilha cabo-verdiana de São Vicente.

Bana repousa a partir de agora no n.º 1 da rua 38 do cemitério de São Vicente

Segundo noticiou a agência Inforpress, dezenas de personalidades assistiram à última cerimónia fúnebre ao cantor cabo-verdiano, a que se juntaram centenas de anónimos, para prestar o último adeus ao homem que, para a história da música de Cabo Verde, ficou conhecido como o "Rei da Morna".

À cerimónia, que decorreu no Palácio do Povo, em pleno centro do Mindelo, assistiram os três filhos de Bana, bem como o primeiro-ministro cabo-verdiano, José Maria Neves, o presidente da Câmara de São Vicente, Augusto Neves, e a "primeira-dama", Lígia Fonseca.

No Palácio do Povo intervieram José Maria Neves, Augusto Neves e Morgadinho, antigo companheiro nas lides musicais, todos para elogiar o artista, sempre acompanhados por um grupo de músicos composto por Tito Paris, Voginha, Mick Lima, Nolito, Bau, Jorge Lopes e Bana (homónimo do cantor falecido), que executaram mornas eternizadas por Adriano Gonçalves, o verdadeiro nome de Bana.

No salão de cerimónias do palácio, a urna contendo as cinzas de Bana ocupava o centro de uma pequena mesa, rodeada por quatro velas e uma fotografia do cantor.

À cantora cabo-verdiana Diva Barros, segundo a Inforpress, coube a leitura da biografia do artista, em que recuou ao início dos anos 1960 para lembrar quando Bana atravessou, de pés descalços, a porta do Grémio do Mindelo, tal já era o reconhecimento das qualidades do cantor.

Para o chefe do Governo cabo-verdiano, Bana é "mais uma estrela a brilhar no céu", enquanto o autarca Augusto Neves destacou que o cantor era "incontornavelmente um génio natural".

"Por muitos e muitos anos, o cabo-verdiano não vai esquecer Bana", disse, por sua vez, Morgadinho.

Nascido a 11 de março de 1932, no Mindelo, Bana morreu aos 81 anos, no Hospital de Loures, na sequência de vários problemas de saúde.

O corpo foi cremado a 15 deste mês no Cemitério do Alto de São João, em Lisboa.

Bana gravou mais de meia centena de discos ao longo da sua carreira, iniciada em 1942, com apenas dez anos, nas ruas e cafés da cidade que o viu nascer.

INFORPRESS